Quadro Negro: Maurício Fanini, é condenado a 25 anos de prisão
11/09/2019 04:31 em Policial

Quase quatro anos após as primeiras denúncias envolvendo acusados de participar do esquema investigado pela Operação Quadro Negro, o juiz da 9.ª Vara Criminal de Curitiba, Fernando Bardelli Fischer deu sentença relativa a 15 réus – condenando uns, absolvendo outros ou aplicando a vários os benefícios acordados em delações premiadas.

As denúncias foram apresentadas pelo Ministério Púbico Estadual em 2015 após comprovação de desvios de cerca de R$ 20 milhões (em valores da época) de recursos que deveriam ter sido aplicados pelo governo do estado na construção e/ou reforma de sete escolas públicas de Curitiba e região metropolitana.

Nesta primeira ação penal (0020068-86.2015.8.16.0013) com transito em julgado na primeira instância, não figura o ex-governador Beto Richa e assessores e amigos acusados de atuação no recolhimento de propinas. Eles são réus em outros processos da Quadro Negro.

Nesta figuram:

Primeiros condenados da Quadro Negro

Além de Maurício Fanini, o juiz Fernando Bardelli Fischer condenou outras 11 pessoas. Esta é a primeira sentença relacionada a ações penais derivadas da Operação Quadro Negro.

 
  • Núcleo SEED:
    • Maurício Fanini: 25 anos (delator)
    • Patricia Baggio: 1 ano e 2 meses
    • Evandro Machado: 27 anos, 8 meses e 5 dias
    • Bruno Hirt: 6 anos
    • Mauro Mafesson: 1 anos e 2 meses
    • Angelo Dias Menezes: 3 anos, 5 meses e 10 dias
  • Núcleo Valor Construtora:
    • Eduardo Lopes de Souza: 15 anos (delator)
    • Viviane Lopes de Souza: 12 anos, 5 meses e 8 dias
    • Gustavo Lopes de Souza: 13 anos e 9 meses (delator)
    • Tatiane de Souza: 9 anos e 5 meses
    • Vanessa de Oliveira: 13 anos e 9 meses (delatora)
    • Ursulla Ramos: 4 anos

Os dois principais implicados são Maurício Fanini, ex-diretor da Educação e arquiteto do esquema que possibilitava – mediante falsas medições de obras e aditivos de preço concedidos por Beto Richa – “sobras” de dinheiro que era distribuído entre integrantes do grupo político do ex-governador; e seu cúmplice Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, que operava na prática a distribuição das propinas.

Ambos firmaram acordos de colaboração premiada e, embora condenados à prisão em regime fechado, vão cumprir penas em regime semi-aberto.

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